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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Tanto riso, oh quanta alegria, mais de mil palhaços no salão

Calor dos infernos, sol de rachar, gente se esbarrando, mulheres desiludidas simulando felicidade com uma lata de cerveja na mão, todos andando atrás do bloco e eu lá com cara de palhaça “literalmente”. Meu humor não estava dos melhores e decidi ir fantasiada pra tentar entrar no clima.

Minha tentativa foi em vão, o primeiro palhaço que me abordou não usava fantasia, era um daqueles caras sem blusa que freqüentam “ACADIMIA” inclusive aos domingos. Tenho horror a gente que se preocupa mais com o corpo do que com a cabeça. 

O ogro me puxou pelo braço e quase dei piti nessa hora. Me irrito profundamente com essas pessoas que vivem no tempo das cavernas. Fiz cara de poucos amigos, é carnaval tudo bem, mas não sou obrigada a ser Miss simpatia com quem me puxa pelo braço querendo me beijar a força. Não dei atenção! Morro de preguiça de tentar socializar com gente que não sabe conversar, ou gente que fala “colega”, “namoral” ou “caô”, desses eu corro na primeira oportunidade. 

Ainda tentei esboçar um sorriso pra me passar por menina educada, mas o rapaz resolveu roubar o meu nariz de palhaço achando que estávamos no jardim de infância. Isso foi uma tentativa de chamar minha atenção? Parabéns, você conseguiu!

Não sou careta, não sou fresca e muito menos estou em busca de um relacionamento sério em um bloco de carnaval. Alguém avisa pro menino que não temos mais 5 anos de idade? Queridinho aproveita e devolve logo a droga do meu nariz que quero voltar pro bloco!

Cansei de gente que fica contabilizando beijo no carnaval, gente que só sabe se expressar depois de muitos goles de cachaça, ou gente que tenta se expressar da maneira mais tosca: puxando as “mina” pelo braço. Será que eles ainda não entenderam que mulher de verdade não gosta de ser tratada como um pedaço de carne, ou uma boca sem nome (pra quê saber o nome se você só vai beijar a fulaninha uma vez né?), me chamem de velha, mas acho isso um absurdo. Aqueles que são tímidos eu não crucifico, acho até bonitinho.
Mas se a essa altura do campeonato os homens, na faixa de 30 e 40 anos, ainda não sabem como tratar uma mulher, vou te contar meu amigo: tô quase jogando a toalha.


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A cura para a modernidade

Na semana passada o Instituto Nacional do câncer revelou que cerca de 520 mil casos novos da doença podem surgir para o ano de 2012. O câncer é a doença do século e infelizmente ainda não encontraram a cura. Contudo, temos um outro mal que também assombra esses novos tempos modernos: a tecnologia.

Não tenho a menor dúvida de que a tecnologia auxiliou e ainda auxilia a sociedade em diversos aspectos, tantos esses que seria incapaz de enumerá-los. Não saio de casa sem o meu celular, tenho internet wi-fi, blog, twitter, facebook, msn, linkedin, enfim estou bem inserida nesse meio virtual.

De acordo com minha pequisa na internet a palavra virtual vem do latim medieval virtualis, derivado, por sua vez, de virtus, força, potência. O virtual tende a atualizar-se, sem ter passado, no entanto, à concretização efetiva ou formal, ou seja, é algo que não existe na forma física.

Se é algo que não existe na forma física, porque insistimos tanto em manter relações virtuais?

Sinto falta de receber cartas, telefonemas, abraços, de conversar no portão até tarde da noite. Se a internet tem a função de aproximar as pessoas e encurtar a distância, porque será que ela faz exatamente ao contrário?

A internet deve ser aquele filho teimoso que faz exatamente o contrário daquilo que deveria fazer, só de birra. O mundo virtual se propõe a otimizar o tempo e a economizar o dinheiro que gastaríamos com telefonemas interurbanos, mas inversamente proporcional ela afeta diretamente a relação entre as pessoas.

Antigamente, no dia do meu aniversário eu recebia várias ligações e as pessoas iam até a minha casa pra dar parabéns, e agora?
Atualmente recebo um monte de posts no meu facebook. Não quero desmerecer nenhuma das mensagens, muito pelo contrário eu gosto delas, mas porque as coisas tinham que ser tão modernas?

Toda essa rapidez tecnológica fragmenta os relacionamentos. As coisas ficaram mais rápidas, mais instantâneas e menos consistentes. Relacionamento não é apenas compartilhar fotos, não é curtir a foto de pessoas que não vemos há anos e nem sequer ligar pra saber como está, não é “estar” com o outro em momentos difíceis dando conselhos via msn.

A relação entre as pessoas passarou a ser através de suas máquinas, sempre escondidas atrás de monitores, teclas e a um clique de tudo. Não condeno a tecnologia, muito pelo contrário, através dela descobrimos a cura de doenças e ganhamos conforto. Sou adepta a ela, mas acho que fazemos mau uso.

Os sites de relacionamentos amorosos estão lotados de perfis que querem encontrar a outra metade da laranja, mas têm medo de sair em busca. Tem muita gente carente e cheia de problemas emocionais por aí, afinal de contas computador não substitui contato físico e bate papo não é terapia.

Pierre Lévy já dizia em sua obra: "A virtualização pode ser definida como o movimento inverso da atualização... A virtualização não é uma desrealização, mas uma mutação de identidade".

Avançamos científica e tecnologicamente, mas retrocedemos no quesito humanidade. São milhares de indivíduos conectados e cada vez mais distantes um do outro. Há uma inversão de valores, pois o que deveria contribuir para a vida em sociedade está deteriorando as relações entre as pessoas.
Esse é um dos grandes tumores século, só espero que diferente do câncer encontremos a cura.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

De volta ao blog

Descobri que quando sou eu mesma as coisas ficam mais fáceis. Me aceito do jeito que sou e tento ir melhorando a cada dia. Tenho defeitos sim, mas não me cobro perfeição. Afinal de contas, quem não tem defeitos?

Só quero ser feliz! Quero conhecer gente nova e lugares exóticos, quero me conhecer.

Quero olhar pra trás e perceber que fiz alguém feliz, que fiz diferença na vida de alguém. Não existe nada melhor do que ver alguém sorrindo por nossa causa.

Quero continuar sendo assim meio devagar, meio desligada, mas antenada na vida.

Stress? Também sofro desse mal e quem achar a cura, por favor, venha me contar.

Não me incomodo em ficar só, muito pelo contrário, só quando estamos sozinhos é que conseguimos nos “enxergar” de verdade.

A presença dos meus amigos também é fundamental, sem eles não sou eu mesma. Como é bom rir junto com eles...

Minha avó tem 92 anos, sofreu um AVC há uns anos atrás e está mais viva do que muita gente com saúde. Um dia também quero chegar lá, mas só se for pra ter essa alegria que ela tem. Gosto tanto de estar com minha família, nem que seja pra jogar “tô por um” no fim da tarde e beber café com bijú.

Não gosto de falar de manhã quando acordo, mas gosto de abrir a janela e ver o céu azul. Quando isso acontece eu sorrio por dentro.

Vivo tirando fotografias mentais, de momentos e lugares que quero guardar.
Meu arquivo é extenso e minha vida também...

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Tropa de elite 2

Hoje finalmente fui ao cinema assistir Tropa de Elite 2. Depois de ficar perdida nos papos entre amigos e com uma curiosidade mórbida, resolvi arrumar um tempinho nesse feriado de finados para assistir ao tão falado filme.

Não tenho muito o que dizer, a maioria de vocês que está lendo esse post já viu o filme e cada uma teceu sua opinião sobre ele, mas o que tenho ouvido por ai é um tipo de opinião "senso comum" . As pessoas parece que entraram todas na mesma sessão e foram passando de ouvido em ouvido os mesmos tipos de comentários.

Tudo o que eu vi hoje no cinema já tinha sido falado, comentado por diferentes amigos em diferentes lugares. Eu particularmente fiquei meio triste com o filme, acho que diferente dos noticiários que as pessoas já acostumaram a digerir junto com as refeições, esse filme ficou entalado na minha garganta.

Uns vibraram, outros aplaudiram e outros assim como eu engoliram aquilo tudo a seco, nem toda água do mundo seria capaz de empurrar toda aquela sujeira goela abaixo.
Os atores estão de parabéns, o diretor idem, agora os políticos e todos os brasileiros e incluo-me nesse pacote, deveríamos nos envergonhar dessa realidade.
Me senti impotente, me senti um grão de arroz incapaz de mudar essa realidade, tropa de elite não escancara somente a corrupção política do país, ela dá um soco no estômago de todos nós.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Dia dos Desnamorados

Sei que é um tema BEM atípico para ser tratado numa época tão próxima ao dia dos namorados, mas porque não falar? Chega de posts clichês sobre dicas de presentes, textos melososos sobre o amor, receitinhas para apimentar o sexo, enfim vamos esquecer tudo isso e falar sobre Pé na bunda!



Pé na bunda é uma coisa que muita gente já deu ou levou pelo menos uma vez na vida. Eu então já perdi as contas de quantos já dei, mas vou te falar uma coisa: Tomar pé na bunda é difícil viu?
O homem, acredito eu, sempre leva mais pé na bunda do que dá, afinal de contas na maioria das vezes, são eles quem ficam com a difícil tarefa de tomar a inciativa.
Sei que estar em qualquer um dos lados da situação não é nem um pouco agradável. É péssimo ver alguém sofrendo por nossa causa, é de partir o coração. Até porque já tivemos amores platônicos ou não correspondidos e conhecemos bem o outro lado da moeda.

E estar do outro lado, melhor ou pior?

Melhor por um lado, pois não nos preocupamos se o outro vai se atirar da ponte ou engolir uma caixa de comprimidos, mas  pior, porque ser rejeitado é algo que mexe diretamente com nosso orgulho, nossa auto-estima e coração.
E eu não estou falando de qualquer pé na bunda não e sim daquele SENHOR pé na bunda, que te pega de surpresa e você fica até meio atordoado.
Não digo breves relacionamentos em que o cara some e nunca mais liga ou então da mulher que começa a não atender mais os telefonemas. Tô falando do verdadeiro pé na bunda, daquele que demora um tempão pra gente se recuperar e mesmo quando levanta parece que anda meio cambaleando. E esse tempo de recuperação é muito relativo, pode durar anos, meses, semanas,  mas só cada um sabe realmente quando está pronto pra seguir adiante.
Me falaram uma vez e eu não acreditei que fosse verdade, mas TUDO passa. E pode confiar, passa mesmo. Palavra de escoteiro, se eu estiver mentindo pode me mandar um e-mail agora ou bater na porta lá de casa  pra reclamar seus direitos de leitor.

Porém eu sei que pra quem levou um pé na bunda o dia dos namorados é uma data mais delicada, digamos assim.
No dia dos namorados rola uma comoção comercial que te faz lembrar o tempo todo. As vitrines enfeitadas, comerciais na tv, promoções de celular, enfim parece que fica uma laterninha piscando o tempo todo fazendo você lembrar da data, até a Copa do mundo está mais apagada do que o dia dos namorados.


Quem está solteiro começa a ficar desesperado com a proximidade da data, outros levam numa boa. Eu confesso que até a alguns dias atrás eu estava caçando festas para não ficar em casa na noite do dia dos namorados, mas tudo mudou.

Você começa a avaliar todas as possibilidades:

Plano A-Sair com alguém pra preencher a sensação de sentir-se o único que não está em casal nessa data, do tipo: Peguem já seus pares que o dia dos namorados vai começar!!!
Aí você no desespero liga pra aquele cara fofo que você sabe que nunca vai ser seu namorado, mas vai bem como prêmio de consolação.

Plano B-Ir pra festa mais badalada da cidade e ver um monte de gente solteira querendo passar o "rodo" pra não sobrar na "dança dos solteiros".

Plano C- Ficar em casa relembrando todos os pés na bunda que já levou, comprar uma caixa de cerveja e tomar um porre. (Jamais, sob hipótese alguma, tome um porre no dia dos namorados. Conselho de amiga, vai por mim.Você vai ficar mais sucetível a ligar para o ex dito (a) cujo (a) e vai se arrepender no dia seguinte).

Plano D- Agir como uma pessoa sensata e normal, assim como você era antes de lembrar que existia dia dos namorados. E pensar que dia 12 é um sábado como outro qualquer. Uma data que provavelmente vai passar e ano que vem provavelmente, não vamos nem lembrar do que fizemos. Eu sou uma que tô aqui fazendo um esforço danado, mas não consigo lembrar o que fiz no último dia dos namorados.

Acabei optando pelo Plano E. Estou fugindo de todas as possibilidades e criando novas alternativas para esse dia que a priore parece não ter escapatória. É claro que vou evitar, restaurantes, cinemas e motéis, mas o resto do mundo é todo nosso, viva o dia dos Des namorados!

Um sábio amigo meu, recém- solteiro, disse uma coisa outro dia que concordo plenamente: " Antes só do que mal acompanhado",  e se for para estar com alguém no dia de hoje, que seja uma ótima companhia.