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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Eu quero mais é beijar na boca


Tenho escutado muito essa música de axé por aí e parece que ela emplacou nas paradas. Esse trechinho "Eu quero mais é beijar na boca" é apenas o refrão dela, mas acho que já dá pra imaginar do que se trata.
Provavelmente é a letra "perfeita" pra quem acaba de levar um pé na bunda e só quer saber de curtir a vida, beijando outras bocas e galinhando por aí.
Nada contra os solteiros, eu inclusive posso me incluir nesse grupo, mas nem por isso saio por ai beijando um monte de bocas.
Estamos vivendo na era do express, do fast food, da correria, da comida congelada, da academia 24 horas, da foto instantânea.
Ninguém tem mais tempo pra nada quem dirá pra se apaixonar.
Dá muito trabalho conhecer, trocar telefone, marcar encontro, descobrir as manias dela, conhecer a família dele, aguentar as crises. Pra quê?
-Dá muito trabalho prefiro aproveitar a vida! Esse é o álibi dos solteiros convictos.
É muito mais fácil ir pras boates, pras micaretas, pras raves, tomar uns gorós e beijar uma menina qualquer sem compromisso, sem preocupação.
E o mesmo vale para as mulheres, que diga-se de passagem não ficam atrás nessa história não. Elas parecem que resolveram sair pro jogo atacando com tudo.
Ai fico me perguntando: O que houve com a troca de olhares, com a timidez, com o friozinho na barriga, com a intimidade?
Acredito que assim como o amor eles saíram de moda.
A paixão por sua vez anda em alta e está por aí tatuada nos corpos dos namorados, nas capas de revista e nos relacionamentos relâmpagos que surgem com força total! Alguns famosos declaram toda semana que enfim encontraram o verdadeiro amor.
As pessoas saem por ai curtindo e agindo como se o mundo fosse acabar amanhã. Pra quê pressa?
Segundo Cazuza "O Tempo não pára", mas nem por isso precisamos acompanhar esse ritmo frenético do mundo moderno. O que custa admirar a natureza, pensar na vida, ler um livro sem pressa de chegar ao fim?
Custa tempo, coisa escassa nesse dia-a -dia corrido da gente.
Juro que essa crônica não é uma crítica a música da Cláudia Leite ou ao estilo de vida das pessoas, afinal de contas cada um tem seu ritmo. Contudo tenho observado que as relações por aí andam cada vez mais apressadas e superficiais. Tudo é pra ontem, não há tempo a perder.
Hoje beija-se mais e conhece-se cada vez menos.
Arrumar namorado (a) parece que virou algo mecânico para algumas pessoas. Parece refúgio de quem está cansado da pegação quando deveria ser exatamente o contrário.
Namorar deveria ser algo por extrema necessidade, quando se gosta tanto que é impossível pensar no outro sem querer estar junto.
Alguém já dizia:" A pressa é inimiga da perfeiçao".
E ao que me parece dos relacionamentos também...

5 comentários:

BLOGUEIRO EXECUTIVO disse...

Nossa falou tudo neste post, relacionamentos devme ser construídos e nunca comprados por ações céleres,porém hoje a celeridade domina, é o quero beijar na boca que predomina!

Dani disse...

Nossa amei esse texto é tudo que muitos querem mesmo, "eu quero mais é beijar na boca" mais só do meu namorado. HAHAHA : )

Camila disse...

Oi colega. Vim retribuir sua visita no meu blog e conhecer o seu tb. Jornalista tb, né? rs
Gostei muito do seu texto também, acho que no fundo, todas nós mulheres somos um pouco parecidas. (rs) Também tenho percebido isso em relação à pressa das pessoas, e da mecanização de algumas coisas. Graças a Deus eu não me enquadro nesse contexto. Talvez seja um pouco mais difícil, mas eu prefiro mesmo assim. (rs)
Obrigada pelo seu comentário e pela dica. Tentarei me forçar tb a deixar pra trás o passado. :)
Bjss

daniel disse...

No dia que postou este fiquei ansioso em ler o comentário da galera! De duas uma ou o pessoal não se sente a vontade em comentar sobre este assunto ou a maioria gosta é de sair beijando mesmo... rsrsrsr
Mas aí segue uma musica que seria mais interessante no meu ponto de vista do tema beijar na boca.
obs: Sair beijando geral pode ser legal mas não tão prazeroso quanto beijo após beijo da mesma pessoa e sentindo dia a dia aquela sensação de que está cada vez melhor!



Coloca lá no YouTube:
(Chimarruts - Pitanga)

Marcela disse...

Taí, me identifiquei. Já que fora escrito em tempos de carnaval, porque não salientar o nacionalismo, que acabou-se discernindo em meio alienação das castatas de bundas que jorram na TV, entre tantos assuntos... Não deixa de ser uma crítica, mas enfim talvez se fazer refletir a maneira da qual levamos a vida.
"Meus Deus eu amo como as criançinhas", onde fora parar o lirismo? Neste mundo frenético do instante, do agora...

Obrigada pela visita ao meu blog.
Quando puder, volta!

http://memoriaspsicodelicas.blogspot.com/

um beijo

e obrigada pela cinergia, esclareceu alguns pensamentos...